Romonilson Mariano, prefeito de Belmonte, silencia sobre pagamento dos precatórios aos professores

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Passados 10 (dez) dias da derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro, pelo congresso nacional, no que diz respeito ao rateio dos precatórios do Fundef para os professores - ato que aconteceu no último dia 17 de março de 2021 - o prefeito da cidade de São José do Belmonte, no sertão central do Estado, Romonilson Mariano (PSB), continua em silêncio no tocante ao assunto.

Logo ele que dizia aos 4 cantos da cidade que apenas aguardava uma garantia jurídica para realizar o rateio desses valores com os professores. Na abertura do ano letivo, em 2019, ele chegou a dizer: “O dinheiro está na conta, nós não temos pressa para gastar, até porque as contas do município estão todas em dia. Agora, não podemos misturar gestão, coisa séria com politicagem barata. Vereador pegar um microfone ou ir em rede social e falar que o prefeito pode pagar, quem responde pelas contas da prefeitura é o prefeito não o vereador”. Essa abertura do ano letivo, aconteceu em 15 de fevereiro.

Em 2020, o gestor continuava com o mesmo discurso. Em 19 de Agosto, já durante a campanha eleitoral, onde concorria a reeleição, ele emitiu uma nota dizendo: "A questão dos precatórios não é local nem foi criada por mim, prefeito Romonilson. É uma polêmica de nível nacional por isso não paguei aquilo que não estou autorizado legalmente a pagar…."

O Congresso Nacional decidiu, reunido no dia 17 de março do corrente ano, derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que impedia o rateio dos precatórios do Fundef com os professores brasileiros. O movimento pela derrubada do veto foi coordenado pelo deputado federal Fernando Rodolfo (PL-PE), que desde o início do seu mandato tem se dedicado em Brasília para garantir, em lei federal, o direito dos professores ao rateio desses recursos.

Na Câmara foram 439 votos, mas só eram necessários 257 e no Senado foram 73 votos, quando só eram necessários 41.

Passados 10 dias da derrubada do veto e com isso a segurança jurídica que o prefeito Romonilson tanto falava que estava aguardando para realizar o pagamento desses valores com os professores, até o momento NÃO SE PRONUNCIOU, NÃO DEU UMA SÓ PALAVRA a respeito do assunto. Professores já começam a se perguntarem se esse dinheiro, os 60%, ainda existe, se realmente ainda está nas contas bancárias da prefeitura.

Para alguns professores, parece que essa novela (precatórios) ainda não terminou e não se sabe quando haverá um final feliz. “Ele não tem pressa, como disse em sua fala. Não tem porque ele é quem vai pagar, mas nós, professores, temos e queremos apenas o que é nosso. Desde o dia 17 de março de 2021 que o prefeito Romonilson está se apropriando de um dinheiro que não é dele”, disse um professor ao Blog do Silva Lima.

FONTE: Blog do Silva Lima

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